quarta-feira, 20 de maio de 2009

E as coisas estão tranquilamente estranhas. Esperava a correria usual. Estou esperando ela chegar sorrateira, sorrateira de uma hora pra outra.

Tá. Então...
Enquanto isso, as coisas vão andando devagar. Tanto no Concurso de Pré-Fabricados, como em Projeto. Mas estão andando. Os dois se tratam de habitações, só que no da disciplina de Projeto é uma residência unifamiliar e o outro a gente vai trabalhar com multifamiliares.
O processo criativo dos dois tem sido parecido: por meio de cubinhos, no caso de Projeto e de uma forma em L em isopor, no caso dos pré-fabicados. Esse último nem começou ainda mas foi interessante hoje brincar com as formas. Saíram coisas meio aleatórias, mas bem legais. Nada como o bom e velho isopor pra gente começar com alguma coisa mais tátil e que deixa mais fácil pra se trabalhar e evoluir idéias.

Isso foi hoje. Estudando volumetrias.

E isso foi como começou projeto. Já não tem nada a ver com o que a gente tem agora mas será legal ver a diferença quando chegarmos no final.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Costa da Lagoa

No final de semana passado, eu e meu grupo de Urbanismo III, meus queridos Vini e Karine, fomos visitar nossa área de estudo (o Romullo foi à tiracolo, pois queria conhecer o lugar). Nunca tinha ido até a Costa da Lagoa, então a decisão de fazer a disciplina por lá não foi minha, mas me interessei logo quando me contaram do que se tratava. Parecia realmente algo muito interessante e peculiar.
Só se chega até às centralidades da Costa por uma trilha, ou de barco. Optamos por fazer a viagem de barco que durou cerca de uma hora. Então imaginem ir pela trilha. Não, ainda não.
Pois bem, descemos por um dos inúmeros trapiches que existem ao longo da Costa, que funcionam como pontos em que o barco passa de hora em hora, e fomos em direção a algum dos muitos restaurantes que existem por ali. Mas paramos um pouco longe pra podermos caminhar e conhecer melhor o lugar.
O que achei mais peculiar foi que ali não existe nenhuma divisão formal de lote ou terras. Os fundos das casinhas, dos restaurantes, dão todos para uma mesma área comum onde a gente encontra a louça do restaurante secando, o varal das casas e pessoas que se encontram ali e ficam conversando.
Demos muita sorte de encontrarmos o Evandro, que estava levando a dele numa cadeira de rodas pela trilha em direção ao mar pra ela passear um pouquinho. Os meninos foram ajudar ele com a cadeira e acabamos parando pra conversar com ele numa dessas áreas comuns das quais falei antes.
Ele nos deu várias informações sobre a Costa, além de dar sua visão pessoal de lá. Disse o por que de ter ido embora, quais os problemas que na opinião dele eram principais ali, o que a gente achou muito útil pois já nos deu várias diretrizes para intervir na área.
O que foi extremamente legal foi que enquanto conversávamos ali com ele, foram chegando essas mulheres (todas vinham falar com a do Evandro - que eu esqueci o nome - perguntar como estava e tals, essas coisas de vizinhança), super receptivas, entrando no papo, dando também sua opinião das coisas, falando com a gente com uma naturalidade tão grande, como se a gente nem fosse de fora-com-cara-de-turista-com-máquina-fotográfica. Achei super demais. Com certeza essa experiência já contribuiu com o trabalho que mal começou.
Depois disso, andamos mais um pouco, vimos coisas bem legais enquanto eu arfava trilha adentro. hahaha Bom, o que não dá pra detalhar muito por aqui mesmo porque ainda vamos fazer uma análise detalhada disso, é que não existe um tipo só de ocupação na Costa. Esse tipo de centralidade formada por uma população nativa a qual nós vamos focar, não é exclusiva Existe uma ocupação intensa de uma camada de alta renda que vem de fora e que está se tornando cada vez maior. MASSSS isso vamos focar no trabalho, ? Ele está engatinhando ainda.
Então, aqui vão umas fotos de uma daquelas áreas comuns e de encontro, entre casas e restaurantes que achei bem legais:
Adorei essa bagunça organizada da última foto. Várias caixinhas coloridas com garrafas dentro. Bem legal. E o gatinho bem lindo que estava ali escalando as coisas ao fugir da gente. haha A única caixa que era meio nojenta era a branca ali, cheio de restos de siri. argh.
Enfim, é isso por enquanto.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pessoas extremamente indignas

Pessoas idiotas e indignas grifam os livros de biblioteca, que são de acesso de todos os estudantes de todas gerações, a lápis e não apagam depois. Porém, existe coisa pior: as que grifam de canetinha!
Fiquei tão indignada que tirei fotos do livrinho que estava lendo e não pude expressar antes minha indignação porque não tinha um cabo(agora a Karine me emprestou e eu posso postar o que eu quiser haha).



Não é um absurdo? As coisas a lápis eu apaguei tudo, folha por folha. haha Fiquei cheia de coisinha de borracha mas valeu a pena. Acho que me desconcentra e irrita ver o que a pessoa achou super importante e ressaltou com um asterisco, ou com um círculo, ou com um grifo! Pô, eu quero ter a MINHA leitura. Ver o que EU achei importante. hahaha
Reparem que a pessoa não se contentou em grifar de canetinha e teve a indignidade de pintar os vazios das letrinhas! Aposto que estava lendo, o telefone tocou e ela ficou conversando e pintando!

Pronto. Desabafei.
Obrigada.

terça-feira, 24 de março de 2009

Todo mundo vai ficar falando




Do show por uns 59083089 anos. É claro, normal. Só pra não ser cretina direi que fiquei arrepiada de ouvir minhas músicas mais-preferidas-com-grande-valor-sentimental uma seguida da outra. Lindo.
Enfim, mas o que foi demais mesmo foi a iluminação toda em LEDs (Diodo Emissor de Luz, vá procurar no wikipedia) ora sincronizada com a música, ora com efeitos visuais compatíveis com ela, mudando de cor o tempo todo. Pra mim, foi o mais marcante mesmo, já que de onde eu estava nao podia ver ninguém tocando. Estava longe do palco com um X da estrutura metálica que segurava os refletores no meio da minha visão. Mas ótimo, não tinha cabeças na minha frente, eu podia ver todo o palco sem ficar nas pontas dos pés e ainda podia respirar e me mexer.
Outra coisa legal eram as imagens do telão de câmeras que estavam captando imagens de todos os ângulos de cada um, meio como no clipe da Jigsaw Falling... mas mais legal. Minha miopia me privou um pouco do desfrute deste aparato, mas ok. haha
Não foi um show. Show foi o do Los Hermanos, que como disse meu pai 'assisti um pouco na televisão e quase dormi'. haha
O que as pessoas viram ali era outra coisa que eu nem sei bem o que é. Não tem muito o que dizer. Qualquer coisa que se tente descrever, como eu tentei mencionando ali em cima, não pode ter a ver com o que foi visto no domingo, porque simplesmente não tem igual.

*O Kraftwerk é hipnoticamente bom. Quero ser alemã quando eu crescer. hahaha

sexta-feira, 13 de março de 2009

Já pro final

'Nas noites de inverno, enquanto fervia a sopa no fogão, desejava o calor dos fundos da loja, o zumbido do sol nas amendoeiras empoeiradas, o apito do trem na sonolência da sesta, da mesma forma como desejava em Macondo a sopa de inverno no fogão, os pregões do vendedor de café e as cotovias fugazes da primavera. Aturdido por duas saudades colocadas de frente uma pra outra como dois espelhos, perdeu o seu maravilhoso sentido de irrealidade até que terminou por recomendar a todos que fossem embora de Macondo, que esquessecem tudo que ensinara do mundo e do coração humano, que cagassem para Horácio e que em qualquer lugar em que estivessem se lembrassem sempre de que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera.'

*ainda do Cem anos de Solidão, um daqueles livros que você faz de tudo pra demorar o máximo possível para terminar de ler, mas que ao mesmo tempo não consegue parar. E quando ele de fato chega ao final, parece que a história sempre esteve presente em você por ser de velhos conhecidos seus, e por mais absurdos que possam parecer os fatos, tudo se encaixa com uma grande normalidade.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A cidade do Floriano

A verdade é que o Floriano nunca prestou e a cidade de Desterro recebeu o nome desse cretino. Mas Florianópolis até que é um nome legal. Eu gosto. Tento esquecer que ele foi um cretino.
Quando cheguei aqui, no sábado, pensei. Ah, que bom estar de volta. Porque na real, de férias eu não consigo realizar nada. É uma pausa pra tudo. Fica tudo parado. Eu não faço nada de arquitetura, não faço nada de exercício físico. Nada. Sinto falta de ter minhas coisas, minha vida. E a primeira semana serve bem pra isso. Fazer os ajustes nos horários, ver que atividades que vou fazer e graças ao término da pesquisa, procurar estágio em escritórios de arquitetura. Espero conseguir e vivenciar essas coisas de perto, como de fato acontecem na vida real. A arquitetura do curso é muito irreal e inatingível. Desenhar naquela chatisse de cad é necessário. Começar denovo. É assim que me sinto cada vez que volto dessas férias imensas. É uma chance de começar do zero. Reconhecer as pessoas. Participar de mais coisas. É isso.
*fotos do centro de Florianópolis, uma das coisas de que mais gosto daqui.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Les Bains des Docks, Jean Nouvel

Pra falar a verdade nunca fui com a cara do Jean Nouvel porque pra mim, ele sempre foi um grande fazedor de pintos. Mas não conhecendo todos projetos do cara não posso afirmar nada com razão. Além dos pintos, só conhecia o Instituto Mundo Árabe que eu vi na aula de conforto térmico. E procurando agora pra colocar o link, gostei mais ainda, porque ele fez uma releitura muito digna dos tais 'muxarabies', aquele treliçado de madeira, típico da arquitetura árabe. Na aula a gente até viu que a fachada era toda feita desses módulos, mas nem lembrava que eles tinham essa espécie de diafragma que se abre ou fecha de acordo com a intensidade da luz. Segundo os sites especializados, o efeito de iluminação natural é muito semelhante ao das residências árabes com os muxarabies. Demais.
Mas o foco não era esse e sim o Les Bains des Docks, na região do porto de Le Havre, que acabei de ver no explêndido coolhunter.net. Um dos sites que eu mais gosto na vida. Então, aí vai.




Uma graça, de cativar o coração. Eu sei. Para ver a matéria do cool hunter, clicar aqui.








E agora a coisa vai.

Como todo bom cidadão de nosso prestimoso país, só agora tenho a sensação de que o ano está começando e isso não é algo de que me orgulho, não. Mas apesar dos contratempos, acho que vai começar super bem. Levei um baque ou dois. Nada como uma sacudida pra colocar as coisas no lugar e fazer a coisa funcionar no tranco. Fim de post.




sábado, 21 de fevereiro de 2009

Não aguento mais Little Joy

Mas 'dont watch me dancing' teima em ficar tocando como música ambiente dentro da minha cabeça. Quando eu acho que passou, lá vem ela tocar denovo. Pelo menos assim, saiu a primorosa e absoluta música da Stefhany, que estava na minha cabeça desde ontem. 'Eu sou linda. Absoluta. Eu sou Stefhany.' Agora que eu lembrei, talvez ela fique por mais alguns dias.

Querido Diário...

Hoje eu tive a companhia de mim mesma. É bom para variar um pouco. Coloquei uma roupa, passei rímel e batom e fui ao cinema. Andei pela rua com a minha companhia, me achando uma mulher independente e feliz.Tinha várias pessoas na rua e dava vontade de sorrir pra elas.
O cinema estava cheio. O casamento de Rachel às 21h40. Era 21h02, tinha que esperar. Então fui no caixa eletrônico ter certeza do que eu já sabia: não tinha quase nada de dinheiro.
Voltei pro cinema, comprei uma água e fui esperar. Fiquei sentada no banquinho de madeira perto da sala. Do meu lado foram chegando casais, uma família e outras pessoas que eu nao lembro. Cada um com sua companhia. Mas estar sozinha ainda era bom. A sala abriu, as pessoas foram entrando. Escolhi a fileira que tinha uma menina sozinha e sentei lá pro meio. Fui olhar que horas eram e aproveitei pra apagar as mensagens velhas que estavam ocupando espaço.
O filme foi legal. Mas estava esperando bem mais e como é de praxe, dei uma choradinha básica em algumas partes. Mais pro final eu estava um pouco cansada e a tiara vermelha da Julia estava me dando dor de cabeça.
Na volta me senti um pouco sozinha e quando estava esperando para atravessar a rua pensei que é bom ter uma (boa) companhia pra falar bobagem ou ficar em silêncio, mas naquela hora eu estava feliz em estar comigo mesma e pensei também que eu deveria fazer isso mais vezes.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Foi aí que eu vi que a história iria começar

" - Vim ao funeral do rei.
Então entraram no quarto de José Arcadio Buendía, sacudiram-no com toda a força, gritaram-lhe ao ouvido, puseram um espelho diante das fossas nasais, mas não puderam despertá-lo. Pouco depois, quando o carpinteiro tomava as medidas para o ataúde, viram pela janela que estava caindo uma chuvinha de minúsculas flores amarelas. Caíram por toda a noite sobre o povoado, numa tempestade silenciosa, e cobriram os tetos e taparam as portas, e sufocaram os animais que dormiam ao relento. Tantas flores caíram do céu que as ruas amanheceram atapetadas por uma colcha compacta, e eles tiveram que abrir caminho com pás e ancinhos para que o enterro pudesse passar."

Cem anos de solidão, pág 138


*algo me diz que precisarei desse link depois

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Wabi

Terminei de ler um livro hoje. Nas últimas páginas encontrei algo sobre wabi.
'Surgiu uma palavra para qual não existe equivalente e nenhum idioma ocidental, wabi, identificando beleza das coisas transitórias, despretensiosas, simples, inacabadas. Havia wabi para ser apreciado numa noite solitária num chalé no meio do bosque, escutando a chuva cair. Havia wabi num velho conjunto descombinado de louças de barro, em tinas simples, em paredes manchadas e em pedras ásperas, desgastadas e cobertas de musgo e líquen. As cores mais wabi eram cinza, preto e marrom'.
Então fui procurar mais:
'Wabi-sabi represents a comprehensive Japanese world view or aesthetic centered on the acceptance of transience. The phrase comes from the two words wabi and sabi. The aesthetic is sometimes described as one of beauty that is "imperfect, impermanent, and incomplete" (according to Leonard Koren in his book Wabi-Sabi: for Artists, Designers, Poets and Philosophers). It is a concept derived from the Buddhist assertion of the Three marks of existence , specifically impermanence.
Characteristics of the wabi-sabi aesthetic include asymmetry, asperity, simplicity, modesty, intimacy, and suggest a natural process.'

Inconstância, transitoriedade, simplicidade. Ver e aceitar a beleza desses conceitos nas coisas que nos cercam. E o que é mais inconstante, transitório e incompleto do que a gente mesmo?



Mais wabi-sabi:
what's wabi-sabi?

Nota Pessoal

É da natureza do ser humano se expor.