terça-feira, 6 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Ás vezes eu perco meu precioso tempo procrastinando. Hoje estou procrastinando porque nao quero ler sobre o ideal de beleza de Platão, Sócrates e etc. E decidi que não vou ler não. Preguiça de viver.
Procrastinei agora lendo meu blog de adolescente. Ás vezes eu perco meu tempo fazendo isso. Me bate uma nostalgia, mas não positiva. Tenho preguiça dos fatos que eu tentava expor por meio de metáforas, meias palavras e etc.
Mas tem algo nesses posts que me impressionam. Eu escrevia de uma maneira solta, sem pretensão nenhuma. Era viceral. Eu escrevia o que eu sentia. Escrevia e descrevia os sentimentos com palavras que se hoje eu tentasse escrever, nao conseguiria. Tem um post que achei impressionante: eu descrevo um sonho que eu tive. E ler aquilo me deu arrepios. Descrevi tudo tão bem, me lembrei do sonho e não sei porque achava que ele tinha sido sonhado a menos tempo. As coisas passaram muito rápido. Eu achava que os anos iam demorar demais pra passar. Eu não tinha a mínima noção. Não tinha noção de que as coisas passam, não tinha noção da falta que eu sentiria da minha familia, não sabia que eu ia morar longe. A gente não sabe o que nos espera, nunca. O post tomou outro rumo. Nem era isso que eu queria tentar escrever. E é bem isso que me incomoda. Eu não sei mais escrever daquela maneira, solta, verdadeira, com inspiração. Por outro lado, eu não tenho nenhum problema real na minha vida atual. Tudo está bom. Sem dramas. Desde aquela época eu não tive nenhum drama. A não ser saudade. Mas saudade é um sentimento que eu consigo lidar bem. Não me tira do meu equilíbrio. Será que nessa vida as coisas precisam estar ruins pra gente ter um 'ato criador', nos sentir inspirado, escrever/fazer coisas de um modo diferente?
Sabe? Agora que eu escrevi isso aí em cima, eu percebo que não. Ultimamente tenho me sentido muito inspirada com uma porção de coisas. Tenho pensado e visto muita coisa diferente. Sei que eu estou acumulando material pra mim. E não preciso afirmar nada pra ninguém.
Bom, eu só queria escrever sobre como eu fiquei estarrecida com o que eu estava lendo. Parecia uma coisa extra-corpórea, que não fui eu que escrevi. E de fato não foi.
Acho chato só que hoje eu sou assim: dura pra escrever. Escrevo, apago. Se escrevo e posto, fico olhando aquele post cretino e acabo ou deletando (deletei um blog todo nas férias), ou fazendo edições nos post. Creio que com a idade o senso crítico ou auto-crítico da gente tende a aumentar. Ou não, né? Isso não é uma regra. Não sei se isso é bom ou ruim. Não queria ser tão travada e confiar mais em deixar expressa minha opinião. Antes eu não tinha problemas. Naqueles posts eu falava tudo o que eu queria, falava sobre besteiras e coisas 'sérias' e não ligava. E as coisas não são sérias na verdade. Tudo que está escrito aqui não é pra ser sério. É só pra ser.
Enfim, estou cansada. Acho que 'superei' o que eu estava sentindo. haha e não era nada demais.
Vou ler. Tchau.
ps. e não vou reler o post. (mentira, vou sim. quem eu quero enganar?)
Procrastinei agora lendo meu blog de adolescente. Ás vezes eu perco meu tempo fazendo isso. Me bate uma nostalgia, mas não positiva. Tenho preguiça dos fatos que eu tentava expor por meio de metáforas, meias palavras e etc.
Mas tem algo nesses posts que me impressionam. Eu escrevia de uma maneira solta, sem pretensão nenhuma. Era viceral. Eu escrevia o que eu sentia. Escrevia e descrevia os sentimentos com palavras que se hoje eu tentasse escrever, nao conseguiria. Tem um post que achei impressionante: eu descrevo um sonho que eu tive. E ler aquilo me deu arrepios. Descrevi tudo tão bem, me lembrei do sonho e não sei porque achava que ele tinha sido sonhado a menos tempo. As coisas passaram muito rápido. Eu achava que os anos iam demorar demais pra passar. Eu não tinha a mínima noção. Não tinha noção de que as coisas passam, não tinha noção da falta que eu sentiria da minha familia, não sabia que eu ia morar longe. A gente não sabe o que nos espera, nunca. O post tomou outro rumo. Nem era isso que eu queria tentar escrever. E é bem isso que me incomoda. Eu não sei mais escrever daquela maneira, solta, verdadeira, com inspiração. Por outro lado, eu não tenho nenhum problema real na minha vida atual. Tudo está bom. Sem dramas. Desde aquela época eu não tive nenhum drama. A não ser saudade. Mas saudade é um sentimento que eu consigo lidar bem. Não me tira do meu equilíbrio. Será que nessa vida as coisas precisam estar ruins pra gente ter um 'ato criador', nos sentir inspirado, escrever/fazer coisas de um modo diferente?
Sabe? Agora que eu escrevi isso aí em cima, eu percebo que não. Ultimamente tenho me sentido muito inspirada com uma porção de coisas. Tenho pensado e visto muita coisa diferente. Sei que eu estou acumulando material pra mim. E não preciso afirmar nada pra ninguém.
Bom, eu só queria escrever sobre como eu fiquei estarrecida com o que eu estava lendo. Parecia uma coisa extra-corpórea, que não fui eu que escrevi. E de fato não foi.
Acho chato só que hoje eu sou assim: dura pra escrever. Escrevo, apago. Se escrevo e posto, fico olhando aquele post cretino e acabo ou deletando (deletei um blog todo nas férias), ou fazendo edições nos post. Creio que com a idade o senso crítico ou auto-crítico da gente tende a aumentar. Ou não, né? Isso não é uma regra. Não sei se isso é bom ou ruim. Não queria ser tão travada e confiar mais em deixar expressa minha opinião. Antes eu não tinha problemas. Naqueles posts eu falava tudo o que eu queria, falava sobre besteiras e coisas 'sérias' e não ligava. E as coisas não são sérias na verdade. Tudo que está escrito aqui não é pra ser sério. É só pra ser.
Enfim, estou cansada. Acho que 'superei' o que eu estava sentindo. haha e não era nada demais.
Vou ler. Tchau.
ps. e não vou reler o post. (mentira, vou sim. quem eu quero enganar?)
sábado, 12 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
O que você faz o dia inteiro?
'Nada. Ando bastante, porque se tem compromissos... na realidade, nao fiz nada de importante depois que cheguei. Além do mais, quando venho a Paris é com a ideia de descansar. Descansar de nada, pois sempre se está cansado, até mesmo de viver.'
Duchamp em 1966.
Duchamp em 1966.
domingo, 23 de agosto de 2009
Nota pessoal
Quando quiser ficar em casa, fique em casa. Sair é sempre bobagem (e dá dor no joelho).
(e ressaca).
(e ressaca).
sábado, 22 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Estou ouvindo o album da Scarlett denovo. Fazia tempo que tinha ouvido sem dar muita atenção, daí o Marlon veio aqui e tinha no ipod dele. haha Fiquei com vontade de ouvir. E olha, como cantora, a Scarlett é uma brilhante atriz com peitos e boca. Mas até acho gostosinho de ficar ouvindo despretensiosamente, tirando umas bem chatinhas. Não é à toa que a voz dela sempre fica meio escondidinha... bem longe, coberta de batidinhas e efeitos. Nossa, na versão dela de 'green grass', a voz está bem bizarra. Sei lá. Um tom grave que não dava pra ser grave. Haha É ótimo quando um leigo tenta falar de música. Mas é essa a MINHA impressão.
Mas sabe? acho que é o que o tom que ela quis dar pro cd mesmo, se fosse tudo no tom de 'i wish i was in new orleans', em que a voz dela está bonitinha, delicadinha ia ficar um cd muito meiguinho, docinho. muito inho sei lá. Me parece não ser o que ela queria aqui.
* Prefiro 98574759038490 milhões de vezes a 'green grass' da Cibelle. (Olha, mesmo ficando pop, ela não tirou a versão dela de Green Grass, que é de 2006 acho, era uma das melhores mesmo, do disco, ouve lá..nossa que idiota, só tem um sample de 29 s! e até que tá interessante esse som novo dela aí, muito 'neotroplicália-antropofágico' haha, mas interessante. (*ela usa a expressão 'abravanar'! pasmei.)) - me alonguei demais no parênteses, sorry.
Bom, me deu vontade de escrever uma opinião aleatórea.
MAS OOOOLHA!
Digitei Scarlett my space no google pra ver se colocava algum link aqui, e olha o que eu achei:
(clica na imagem pra ver/ouvir)

Então, é por aí mesmo, querida, acertou. Achei bem agradavel, a voz está bem melhor e o clima é bom. eu gosto desse tipinho de música. (diminutivos, diminutivos) Ouviria mais se tivesse. O album sai em setembro agora. Legal. Vou baixar.
Wikipedia says: Yorn said that the concept for the album was realised in a dream he had. The project was inspired by Serge Gainsbourg's 1967 and 1968 albums with Brigitte Bardot.
Nunca tinha ouvido falar do tal. Alguém já? Só sei que o nome dele me lembrou Peter, Bjorn and John. haha até fui ver se tinha relação, mas não. Fui olhar o myspace dele. Nah, não é meu tipo. fiquei passando pra frente pra ver se melhoravam, mas não.
Ai, cansei.
Até.
Mas sabe? acho que é o que o tom que ela quis dar pro cd mesmo, se fosse tudo no tom de 'i wish i was in new orleans', em que a voz dela está bonitinha, delicadinha ia ficar um cd muito meiguinho, docinho. muito inho sei lá. Me parece não ser o que ela queria aqui.
* Prefiro 98574759038490 milhões de vezes a 'green grass' da Cibelle. (Olha, mesmo ficando pop, ela não tirou a versão dela de Green Grass, que é de 2006 acho, era uma das melhores mesmo, do disco, ouve lá..nossa que idiota, só tem um sample de 29 s! e até que tá interessante esse som novo dela aí, muito 'neotroplicália-antropofágico' haha, mas interessante. (*ela usa a expressão 'abravanar'! pasmei.)) - me alonguei demais no parênteses, sorry.
Bom, me deu vontade de escrever uma opinião aleatórea.
MAS OOOOLHA!
Digitei Scarlett my space no google pra ver se colocava algum link aqui, e olha o que eu achei:
(clica na imagem pra ver/ouvir)

Então, é por aí mesmo, querida, acertou. Achei bem agradavel, a voz está bem melhor e o clima é bom. eu gosto desse tipinho de música. (diminutivos, diminutivos) Ouviria mais se tivesse. O album sai em setembro agora. Legal. Vou baixar.
Wikipedia says: Yorn said that the concept for the album was realised in a dream he had. The project was inspired by Serge Gainsbourg's 1967 and 1968 albums with Brigitte Bardot.
Nunca tinha ouvido falar do tal. Alguém já? Só sei que o nome dele me lembrou Peter, Bjorn and John. haha até fui ver se tinha relação, mas não. Fui olhar o myspace dele. Nah, não é meu tipo. fiquei passando pra frente pra ver se melhoravam, mas não.
Ai, cansei.
Até.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Quando eu estudava no poliedro, nos meus 15 ou 16 anos não muito distantes, ia no intervalo das aulas passar um tempo no delightful shopping colinas e lá eu ia na livraria. Eu sempre ficava de olho em um livro chamado 'Elogio ao Ócio'. Achava interessante, mas nunca comprei ou me lembrei de procurar por ele. Devido a motivos que eu tenho preguiça de explanar, lembrei que ele existia e fui na biblioteca da ufsc procurar por ele. Ainda bem que não li antes. Acho que agora vai ser mais propício.
Comecei a ler hoje de manhã. Foi demais fazer isso. Acordei umas 10h, preparei um café, voltei pra cama e li até quase meio dia. Li também 1984. (É, vou tentar ler duas coisas ao mesmo tempo, espero não abandonar nenhum no meio, como faço normalmente. Nunca retomo.)
Como é de prache em blogs que possuem leitores, (o que não é o caso, mas vai assim mesmo)um trecho do primeiro ensaio do livro (que é constituído de vários ensaios da década de 1930):
'Há quem diga que o lazer só é prazeroso até certo ponto e que as pessoas não saberiam como preencher o seu dia se tivessem uma jornada de quatro horas. Considerar isto uma verdade no mundo moderno constitui uma condenação da nossa civilização. As coisas jamais foram assim. A antiga propensão para a despreocupação e o divertimento foi de certo modo inibida pela eficiencia. O homem moderno acha que qualquer atividade deve ser exercida em prol de outras coisas, nunca da coisa mesma.'
E ele termina o ensaio assim:
'A boa índole é, de todas as qualidades, a que o mundo mais precisa, e boa índole é o resultado de segurança e bem-estar, não de uma vida de árdua luta. Os métodos modernos de produção nos deram a possibilidade de bem-estar e segurança para todos; escolhemos, ao invés disso, ter sobretrabalho para alguns e privação para outros. Ainda somos tão energéticos quanto éramos antes do surgimento das máquinas; neste aspecto temos sido tolos, mas não há razão para continuarmos sendo tolos para sempre. '
Achei bem divertidinho. Só li o prefácio e esse primeiro ensaio até agora. Mas é fato que são coisas meio utópicas que ele defende, porém, coerentes. Ele diz muito sobre uma 'atitude mental contemplativa', que na minha opinião, se acolhida pelos seres humanos e aplicada em todas suas ações, seria a solução de tudo ou quase tudo nesse mundo.
Comecei a ler hoje de manhã. Foi demais fazer isso. Acordei umas 10h, preparei um café, voltei pra cama e li até quase meio dia. Li também 1984. (É, vou tentar ler duas coisas ao mesmo tempo, espero não abandonar nenhum no meio, como faço normalmente. Nunca retomo.)
Como é de prache em blogs que possuem leitores, (o que não é o caso, mas vai assim mesmo)um trecho do primeiro ensaio do livro (que é constituído de vários ensaios da década de 1930):
'Há quem diga que o lazer só é prazeroso até certo ponto e que as pessoas não saberiam como preencher o seu dia se tivessem uma jornada de quatro horas. Considerar isto uma verdade no mundo moderno constitui uma condenação da nossa civilização. As coisas jamais foram assim. A antiga propensão para a despreocupação e o divertimento foi de certo modo inibida pela eficiencia. O homem moderno acha que qualquer atividade deve ser exercida em prol de outras coisas, nunca da coisa mesma.'
E ele termina o ensaio assim:
'A boa índole é, de todas as qualidades, a que o mundo mais precisa, e boa índole é o resultado de segurança e bem-estar, não de uma vida de árdua luta. Os métodos modernos de produção nos deram a possibilidade de bem-estar e segurança para todos; escolhemos, ao invés disso, ter sobretrabalho para alguns e privação para outros. Ainda somos tão energéticos quanto éramos antes do surgimento das máquinas; neste aspecto temos sido tolos, mas não há razão para continuarmos sendo tolos para sempre. '
Achei bem divertidinho. Só li o prefácio e esse primeiro ensaio até agora. Mas é fato que são coisas meio utópicas que ele defende, porém, coerentes. Ele diz muito sobre uma 'atitude mental contemplativa', que na minha opinião, se acolhida pelos seres humanos e aplicada em todas suas ações, seria a solução de tudo ou quase tudo nesse mundo.
sábado, 13 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Alguns dias depois...
não sei como eu tenho coragem de estar aqui escrevendo em vez de estar prostrada na cama aproveitando as duas horas de sono que eu tenho essa tarde.
por mais que a gente fique uma noite inteira trabalhando sem parar, não acaba!
espero ainda hoje terminarmos com tudo!
ai chega, tchau. beijo.
por mais que a gente fique uma noite inteira trabalhando sem parar, não acaba!
espero ainda hoje terminarmos com tudo!
ai chega, tchau. beijo.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
óóóóhn!
Não é a coisinha mais fofinha? haha Eu acho. Esse é o volume na 1:250 da nossa casinha de Projeto IV, de papel paraná, meu querido papel paraná que eu pintei de branco pq me deu vontade. Daí agora que a gente plotou a implantação do entorno, fica mais fácil decidir a implantação da casinha nos respectivos terrenos só mexendo com essa belezinha.
Na verdade eu gosto de fazer essas coisinhas pequenininhas em vez de fazer Sketch Up ou Cad. haha Enquanto puder, estou me safando. haha
Na verdade eu gosto de fazer essas coisinhas pequenininhas em vez de fazer Sketch Up ou Cad. haha Enquanto puder, estou me safando. haha
quarta-feira, 20 de maio de 2009
E as coisas estão tranquilamente estranhas. Esperava a correria usual. Estou esperando ela chegar sorrateira, sorrateira de uma hora pra outra.
Tá. Então...
Enquanto isso, as coisas vão andando devagar. Tanto no Concurso de Pré-Fabricados, como em Projeto. Mas estão andando. Os dois se tratam de habitações, só que no da disciplina de Projeto é uma residência unifamiliar e o outro a gente vai trabalhar com multifamiliares.
O processo criativo dos dois tem sido parecido: por meio de cubinhos, no caso de Projeto e de uma forma em L em isopor, no caso dos pré-fabicados. Esse último nem começou ainda mas foi interessante hoje brincar com as formas. Saíram coisas meio aleatórias, mas bem legais. Nada como o bom e velho isopor pra gente começar com alguma coisa mais tátil e que deixa mais fácil pra se trabalhar e evoluir idéias.
Isso foi hoje. Estudando volumetrias.Tá. Então...
Enquanto isso, as coisas vão andando devagar. Tanto no Concurso de Pré-Fabricados, como em Projeto. Mas estão andando. Os dois se tratam de habitações, só que no da disciplina de Projeto é uma residência unifamiliar e o outro a gente vai trabalhar com multifamiliares.
O processo criativo dos dois tem sido parecido: por meio de cubinhos, no caso de Projeto e de uma forma em L em isopor, no caso dos pré-fabicados. Esse último nem começou ainda mas foi interessante hoje brincar com as formas. Saíram coisas meio aleatórias, mas bem legais. Nada como o bom e velho isopor pra gente começar com alguma coisa mais tátil e que deixa mais fácil pra se trabalhar e evoluir idéias.
domingo, 19 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Costa da Lagoa
Só se chega até às centralidades da Costa por uma trilha, ou de barco. Optamos por fazer a viagem de barco que durou cerca de uma hora. Então imaginem ir pela trilha. Não, ainda não.
Pois bem, descemos por um dos inúmeros trapiches que existem ao longo da Costa, que funcionam como pontos em que o barco passa de hora em hora, e fomos em direção a algum dos muitos restaurantes que existem por ali. Mas paramos um pouco longe pra podermos caminhar e conhecer melhor o lugar.
O que achei mais peculiar foi que ali não existe nenhuma divisão formal de lote ou terras. Os fundos das casinhas, dos restaurantes, dão todos para uma mesma área comum onde a gente encontra a louça do restaurante secando, o varal das casas e pessoas que se encontram ali e ficam conversando.
Demos muita sorte de encontrarmos o Evandro, que estava levando a vó dele numa cadeira de rodas pela trilha em direção ao mar pra ela passear um pouquinho. Os meninos foram ajudar ele com a cadeira e acabamos parando pra conversar com ele numa dessas áreas comuns das quais falei antes.
Ele nos deu várias informações sobre a Costa, além de dar sua visão pessoal de lá. Disse o por que de ter ido embora, quais os problemas que na opinião dele eram principais ali, o que a gente achou muito útil pois já nos deu várias diretrizes para intervir na área.
O que foi extremamente legal foi que enquanto conversávamos ali com ele, foram chegando essas mulheres (todas vinham falar com a vó do Evandro - que eu esqueci o n
ome - perguntar como estava e tals, essas coisas de vizinhança), super receptivas, entrando no papo, dando também sua opinião das coisas, falando com a gente com uma naturalidade tão grande, como se a gente nem fosse de fora-com-cara-de-turista-com-máquina-fotográfica. Achei super demais. Com certeza essa experiência já contribuiu com o trabalho que mal começou.
Depois disso, andamos mais um pouco, vimos coisas bem legais enquanto eu arfava trilha adentro. hahaha Bom, o que não dá pra detalhar muito por aqui mesmo porque ainda vamos fazer uma análise detalhada disso, é que não existe um tipo só de ocupação na Costa. Esse tipo de centralidade formada por uma população nativa a qual nós vamos focar, não é exclusiva Existe uma ocupação intensa de uma camada de alta renda que vem de fora e que está se tornando cada vez maior. MASSSS isso vamos focar no trabalho, né? Ele está engatinhando ainda.
Então, aqui vão umas fotos de uma daquelas áreas comuns e de encontro, entre casas e restaurantes que achei bem legais:

Adorei essa bagunça organizada da última foto. Várias caixinhas coloridas com garrafas dentro. Bem legal. E o gatinho bem lindo que estava ali escalando as coisas ao fugir da gente. haha A única caixa que era meio nojenta era a branca ali, cheio de restos de siri. argh.
Enfim, é isso por enquanto.
Pois bem, descemos por um dos inúmeros trapiches que existem ao longo da Costa, que funcionam como pontos em que o barco passa de hora em hora, e fomos em direção a algum dos muitos restaurantes que existem por ali. Mas paramos um pouco longe pra podermos caminhar e conhecer melhor o lugar.
O que achei mais peculiar foi que ali não existe nenhuma divisão formal de lote ou terras. Os fundos das casinhas, dos restaurantes, dão todos para uma mesma área comum onde a gente encontra a louça do restaurante secando, o varal das casas e pessoas que se encontram ali e ficam conversando.
Demos muita sorte de encontrarmos o Evandro, que estava levando a vó dele numa cadeira de rodas pela trilha em direção ao mar pra ela passear um pouquinho. Os meninos foram ajudar ele com a cadeira e acabamos parando pra conversar com ele numa dessas áreas comuns das quais falei antes.
Ele nos deu várias informações sobre a Costa, além de dar sua visão pessoal de lá. Disse o por que de ter ido embora, quais os problemas que na opinião dele eram principais ali, o que a gente achou muito útil pois já nos deu várias diretrizes para intervir na área.
O que foi extremamente legal foi que enquanto conversávamos ali com ele, foram chegando essas mulheres (todas vinham falar com a vó do Evandro - que eu esqueci o n
Depois disso, andamos mais um pouco, vimos coisas bem legais enquanto eu arfava trilha adentro. hahaha Bom, o que não dá pra detalhar muito por aqui mesmo porque ainda vamos fazer uma análise detalhada disso, é que não existe um tipo só de ocupação na Costa. Esse tipo de centralidade formada por uma população nativa a qual nós vamos focar, não é exclusiva Existe uma ocupação intensa de uma camada de alta renda que vem de fora e que está se tornando cada vez maior. MASSSS isso vamos focar no trabalho, né? Ele está engatinhando ainda.
Então, aqui vão umas fotos de uma daquelas áreas comuns e de encontro, entre casas e restaurantes que achei bem legais:
Adorei essa bagunça organizada da última foto. Várias caixinhas coloridas com garrafas dentro. Bem legal. E o gatinho bem lindo que estava ali escalando as coisas ao fugir da gente. haha A única caixa que era meio nojenta era a branca ali, cheio de restos de siri. argh.
Enfim, é isso por enquanto.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Pessoas extremamente indignas
Pessoas idiotas e indignas grifam os livros de biblioteca, que são de acesso de todos os estudantes de todas gerações, a lápis e não apagam depois. Porém, existe coisa pior: as que grifam de canetinha!
Fiquei tão indignada que tirei fotos do livrinho que estava lendo e não pude expressar antes minha indignação porque não tinha um cabo(agora a Karine me emprestou e eu posso postar o que eu quiser haha).


Não é um absurdo? As coisas a lápis eu apaguei tudo, folha por folha. haha Fiquei cheia de coisinha de borracha mas valeu a pena. Acho que me desconcentra e irrita ver o que a pessoa achou super importante e ressaltou com um asterisco, ou com um círculo, ou com um grifo! Pô, eu quero ter a MINHA leitura. Ver o que EU achei importante. hahaha
Reparem que a pessoa não se contentou em grifar de canetinha e teve a indignidade de pintar os vazios das letrinhas! Aposto que estava lendo, o telefone tocou e ela ficou conversando e pintando!
Pronto. Desabafei.
Obrigada.
Fiquei tão indignada que tirei fotos do livrinho que estava lendo e não pude expressar antes minha indignação porque não tinha um cabo(agora a Karine me emprestou e eu posso postar o que eu quiser haha).
Não é um absurdo? As coisas a lápis eu apaguei tudo, folha por folha. haha Fiquei cheia de coisinha de borracha mas valeu a pena. Acho que me desconcentra e irrita ver o que a pessoa achou super importante e ressaltou com um asterisco, ou com um círculo, ou com um grifo! Pô, eu quero ter a MINHA leitura. Ver o que EU achei importante. hahaha
Reparem que a pessoa não se contentou em grifar de canetinha e teve a indignidade de pintar os vazios das letrinhas! Aposto que estava lendo, o telefone tocou e ela ficou conversando e pintando!
Pronto. Desabafei.
Obrigada.
terça-feira, 24 de março de 2009
Todo mundo vai ficar falando

Do show por uns 59083089 anos. É claro, normal. Só pra não ser cretina direi que fiquei arrepiada de ouvir minhas músicas mais-preferidas-com-grande-valor-sentimental uma seguida da outra. Lindo.
Enfim, mas o que foi demais mesmo foi a iluminação toda em LEDs (Diodo Emissor de Luz, vá procurar no wikipedia) ora sincronizada com a música, ora com efeitos visuais compatíveis com ela, mudando de cor o tempo todo. Pra mim, foi o mais marcante mesmo, já que de onde eu estava nao podia ver ninguém tocando. Estava longe do palco com um X da estrutura metálica que segurava os refletores no meio da minha visão. Mas ótimo, não tinha cabeças na minha frente, eu podia ver todo o palco sem ficar nas pontas dos pés e ainda podia respirar e me mexer.
Outra coisa legal eram as imagens do telão de câmeras que estavam captando imagens de todos os ângulos de cada um, meio como no clipe da Jigsaw Falling... mas mais legal. Minha miopia me privou um pouco do desfrute deste aparato, mas ok. haha
Não foi um show. Show foi o do Los Hermanos, que como disse meu pai 'assisti um pouco na televisão e quase dormi'. haha
O que as pessoas viram ali era outra coisa que eu nem sei bem o que é. Não tem muito o que dizer. Qualquer coisa que se tente descrever, como eu tentei mencionando ali em cima, não pode ter a ver com o que foi visto no domingo, porque simplesmente não tem igual.
*O Kraftwerk é hipnoticamente bom. Quero ser alemã quando eu crescer. hahaha
sexta-feira, 13 de março de 2009
Já pro final
'Nas noites de inverno, enquanto fervia a sopa no fogão, desejava o calor dos fundos da loja, o zumbido do sol nas amendoeiras empoeiradas, o apito do trem na sonolência da sesta, da mesma forma como desejava em Macondo a sopa de inverno no fogão, os pregões do vendedor de café e as cotovias fugazes da primavera. Aturdido por duas saudades colocadas de frente uma pra outra como dois espelhos, perdeu o seu maravilhoso sentido de irrealidade até que terminou por recomendar a todos que fossem embora de Macondo, que esquessecem tudo que ensinara do mundo e do coração humano, que cagassem para Horácio e que em qualquer lugar em que estivessem se lembrassem sempre de que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera.'
*ainda do Cem anos de Solidão, um daqueles livros que você faz de tudo pra demorar o máximo possível para terminar de ler, mas que ao mesmo tempo não consegue parar. E quando ele de fato chega ao final, parece que a história sempre esteve presente em você por ser de velhos conhecidos seus, e por mais absurdos que possam parecer os fatos, tudo se encaixa com uma grande normalidade.
*ainda do Cem anos de Solidão, um daqueles livros que você faz de tudo pra demorar o máximo possível para terminar de ler, mas que ao mesmo tempo não consegue parar. E quando ele de fato chega ao final, parece que a história sempre esteve presente em você por ser de velhos conhecidos seus, e por mais absurdos que possam parecer os fatos, tudo se encaixa com uma grande normalidade.
quarta-feira, 4 de março de 2009
A cidade do Floriano
A verdade é que o Floriano nunca prestou e a cidade de Desterro recebeu o nome desse cretino. Mas Florianópolis até que é um nome legal. Eu gosto. Tento esquecer que ele foi um cretino.
Quando cheguei aqui, no sábado, pensei. Ah, que bom estar de volta. Porque na real, de férias eu não consigo realizar nada. É uma pausa pra tudo. Fica tudo parado. Eu não faço nada de arquitetura, não faço nada de exercício físico. Nada. Sinto falta de ter minhas coisas, minha vida. E a primeira semana serve bem pra isso. Fazer os ajustes nos horários, ver que atividades que vou fazer e graças ao término da pesquisa, procurar estágio em escritórios de arquitetura. Espero conseguir e vivenciar essas coisas de perto, como de fato acontecem na vida real. A arquitetura do curso é muito irreal e inatingível. Desenhar naquela chatisse de cad é necessário. Começar denovo. É assim que me sinto cada vez que volto dessas férias imensas. É uma chance de começar do zero. Reconhecer as pessoas. Participar de mais coisas. É isso.
Quando cheguei aqui, no sábado, pensei. Ah, que bom estar de volta. Porque na real, de férias eu não consigo realizar nada. É uma pausa pra tudo. Fica tudo parado. Eu não faço nada de arquitetura, não faço nada de exercício físico. Nada. Sinto falta de ter minhas coisas, minha vida. E a primeira semana serve bem pra isso. Fazer os ajustes nos horários, ver que atividades que vou fazer e graças ao término da pesquisa, procurar estágio em escritórios de arquitetura. Espero conseguir e vivenciar essas coisas de perto, como de fato acontecem na vida real. A arquitetura do curso é muito irreal e inatingível. Desenhar naquela chatisse de cad é necessário. Começar denovo. É assim que me sinto cada vez que volto dessas férias imensas. É uma chance de começar do zero. Reconhecer as pessoas. Participar de mais coisas. É isso.
Assinar:
Postagens (Atom)












